Vídeo mostra supostos policiais federais agredindo acadêmico de medicina no interior

Publicado em 09/04/2018 - 15:16 | Por Redação

A sessão de espancamento e ofensas se inicia às 3h44 da madrugada do domingo por cerca de cinco minutos pelo menos

O ALTO ACRE

Na madrugada do dia 1º de abril, por volta das 3h40 da madrugada, o sistema de segurança de um comércio localizado na Rua Dom Júlio Mattioli da cidade de Epitaciolândia, filmou dois homens abordando um carro e agredindo o motorista.

A cena mostra quando a dupla, que estavam em um carro modelo Renault, pedem ao condutor do carro modelo VW encostar. Com o carro estacionado, os dois param no meio da rua, saem do carro, para em seguida retirar o motorista à força.

A vítima, é um acadêmico de medicina, de 21 anos de idade. Nas cenas é possível ver o momento em que ele passa a ser atingido fisicamente com vários golpes no rosto e empurrado para a calçada, onde novamente é agredido.

Os agressores foram identificados como agentes federais, lotados na delegacia lde Epitaciolândia. Segundo informado pela vítima, tudo aconteceu pelo fato de ter passado muito próximo dos dois que estavam com o carro estacionado em frente a um posto de gasolina.

“Eu passei por eles que estavam com o carro quase no meio da rua. Só que não vi que havia passado tão perto e foi abordado, ouvir palavras baixo calão e me mandaram embora dali. Não reagi, pedi desculpas e fui embora”, contou o estudante.

“Quando estava indo embora após fazer o retorno em frente ao posto, lembrei que estava com amigos e resolvi voltar para encontrá-los. Fiz o mesmo itinerário, mas, fui visto por eles novamente e foi quando fui abordado pelos dois. Expliquei para eles que sabia dos meus direitos e de nada adiantava. Até dizer que sou filho de um oficial da Polícia Militar, mesmo assim, as agressões continuavam”, disse.

A sessão de espancamento e ofensas se inicia às 3h44 da madrugada do domingo por cerca de cinco minutos pelo menos, até a chegada de uma viatura da Polícia Militar. O estudante machucado pediu ajuda e, segundo ele, os agentes federais se apresentaram, e praticamente nada foi feito.

Após alguns minutos, ainda de acordo com o estudante, passaram a dizer que ele estaria circulando no local do posto em alta velocidade e dando “cavalo de pau”, fato esse negado por ele. “Mesmo questionando as ações deles, fui apenas aconselhado pelos militares a ir embora e foi conduzido para o carro pelo federal”, contou. Às 3h54, cerca de 10 minutos depois, todos foram embora do local.

Dois nomes foram passados juntamente com imagens dos agentes. A delegacia da Polícia Federal foi procurada para que se pronunciasse através de um dos delegados responsáveis. Com a presença da nova Superintendente da Polícia Federal no Acre, Diana Calazans Mann, que estava conhecendo a delegacia na cidade de Epitaciolândia, ficou marcado para outra hora, mas não foi realizado o contato de retorno.

A oficial da Polícia Militar, mãe do jovem, disse que as providencias já estão sendo tomadas junto aos órgãos competentes como e o caso fpoi denunciado na delegacia.

“Trabalhei por 30 anos na Polícia Militar do Acre e estou saindo com o nome limpo, por sempre cumprir com minhas obrigações e vi que irmãos de farda não tomaram atitudes no momento que deveriam. Já estou procurando meus direitos e de meu filho que foi tratado como um animal e poderia estar morto hoje”, desabafou a oficial da PM.

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