Cruzeiro do Sul, Acre, 7 de março de 2026 22:56

Vereador Eber Machado chama Bocalom de ingrato e acusa traições políticas: “Já traiu o senador Petecão, Gladson Cameli e agora Mailza Assis”

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A temperatura subiu na Câmara Municipal de Rio Branco, na última quinta-feira, mesmo com o clima frio que tomou conta da capital acreana. O responsável por esquentar o plenário foi o vereador Eber Machado (MDB), que não poupou críticas ao prefeito Tião Bocalom (PL) e protagonizou uma fala carregada de acusações políticas.

Durante seu discurso, Eber fez questão de apresentar o vereador Márcio Mustafá (PSDB) como novo líder do prefeito na casa, mas não antes de disparar duras críticas contra o próprio gestor. Em tom firme, Eber acusou Bocalom de ser “ingrato” e de carregar consigo um histórico de traições políticas, citando nominalmente: Sérgio Petecão (PSD), Gladson Cameli (PP) e, mais recentemente, a vice-governadora Mailza Assis (PP) como vítimas dessa suposta ingratidão.

“Bocalom só pensa nele. Traiu Petecão, traiu Gladson, e agora quer virar as costas pra Mailza, que sempre o tratou com respeito e consideração”, disse Eber, no plenário.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o vereador detalhou os motivos que o levaram a rotular o prefeito dessa forma, destacando a postura de Bocalom ao não declarar apoio à candidatura de Mailza ao governo em 2026, mesmo sendo ela aliada de primeira hora do atual grupo político que o elegeu.

Tensão nos bastidores e articulações de 2026

A fala de Eber acontece num momento crucial da política local, em que alianças começam a se redesenhar para as eleições de 2026. A crítica evidencia uma ruptura silenciosa dentro da base governista, onde nomes de peso como Petecão e Cameli já demonstraram, no passado, desconforto com o estilo político de Bocalom.

Além de uma cobrança por lealdade, o discurso também representa um recado político claro à vice-governadora Mailza Assis, sugerindo que o prefeito da capital pode estar se distanciando do seu projeto de eleição.

Com a estreia de Márcio Mustafá como líder do prefeito e a artilharia verbal de Eber Machado, o clima na Câmara antecipa o que pode ser uma das disputas mais intensas dos últimos anos no Acre. As próximas sessões prometem — e os bastidores, também.