Cruzeiro do Sul, Acre, 9 de julho de 2026 12:57

Sobre apoio de Bittar a Alan Rick, senador do PL diz que isso está condicionado a um pedido de Flávio Bolsonaro: ‘não há uma obrigação’

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O senador Marcio Bittar confirmou, nesta quinta-feira (9), ao Notícias da Hora que a possível aliança entre o Republicanos, do senador Alan Rick, e o partido dele, o PL, é uma “discussão entre as [executivas] nacionais”.

Bittar adiantou que, como a verticalização não é mais uma exigência, ele pode permanecer na base Mailza Assis. Porém, se um pedido do senador Flávio Bolsonaro for pela saída dele para apoiar Alan, terá que cumprir.

“Não há mais a verticalização. Ela existiu no Brasil em duas eleições gerais. Hoje não existe mais. Então, não há uma obrigação. O que pode existir nisso é um pedido da presidência nacional, do meu pré-candidato Flávio Bolsonaro, para que a gente ajude a concretizar a aliança nacional. Não vamos sofrer por antecipação. Esse pedido pode não acontecer. Eu vou continuar fazendo a minha agenda e aguardando”, disse Bittar.

Ao jornalista Luciano Tavares, o senador Alan Rick disse que “a aliança com o PL está bem encaminhada nacionalmente. No Acre também”. E disparou: “Creio que é questão de dias”, afirmou.

Ontem (9), o Notícias da Hora revelou que a formação da aliança é uma exigência do Republicanos nacional para que o partido declare apoio a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), à presidência. Além do Acre, o Republicanos exige que o PL declare apoio aos pré-candidatos do partido no Mato Grosso, Espírito Santo e Roraima.

Entenda o que é a verticalização citada por Bittar

A verticalização citada por Bittar significa que se uma determinada coligação for adotada em âmbito nacional, esta coligação se torna obrigatória para as circunscrições estaduais e municipais.

A regra foi adotada até 2006. Porém, uma emenda constitucional alterou o artigo 17, § 1º da Constituição Federal e passou a permitir a formação de coligações sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual e municipal. Ou seja, hoje em dia não existe mais a verticalização e cada circunscrição (federal, estadual ou municipal) pode formar a coligação que desejar, sem nenhum tipo de hierarquia.