
Por Tião Maia, para AcreNews
O país amanheceu esta quarta-feira (10) com a informação de que um dos 14 pré-candidatos cujos nomes haviam sido colocados em discussão por eles próprios na corrida presidencial deste ano arregou e não vai mais disputar a eleição. Trata-se do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que ocupava os últimos lugares em todas as pesquisas de opinião pública sobre a corrida presidencial.
Ao AcreNews, a informação foi confirmada ainda nesta madrugada pelo senador Sérgio Petecão (PSD-AC), aliado de Pacheco e pré-candidato ao Governo do Acre. “Foi um dia tenso aqui em Brasília. O senador Rodrigo Pacheco nos chamou para um jantar na casa dele e anunciou que não seria mais candidato à presidência. Depois, numa reunião na liderança no Senado, o Kassab foi chamado e oficialmente comunicado da decisão”, disse Petecão, por telefone, ao AcreNews. O Kassab ao qual ele se refere é o presidente nacional a sigla, Gilberto Kassab.
As razões alegadas por Pacheco para a retirada de seu nome da disputa, segundo Petecão, foram de ordem institucional. “Ele disse que seria difícil conciliar a agenda de presidente do Senado com a da disputa da presidência da República”, afirmou o senador acreano.
A renúncia de Pacheco traz implicações para o Acre e para o próprio Petecão, o qual, se o Partido não tiver candidato à presidência, ficaria sem palanque estadual para a disputa ao Governo. No caso, ele teria que subir no palanque local de Lula, candidato do PT e que deve ter o deputado estadual Jenilson leite (PSB) como candidato a governador numa futura Federação Partidária envolvendo estas duas ou mais siglas, ou do presidente Jair Bolsonaro (PL), que é candidato à reeleição e que já declarou apoiar a reeleição do governador Gladson Cameli (PP).
Sobre isso, Petecão disse que o presidente Gilberto Kassab pediu a todos os pré-candidatos a governadores da sigla que se acalmassem que ele buscaria uma solução para o impasse. A solução atenderia pelo nome de Eduardo Leite, o atual governador do Rio Grande do Sul, que estaria deixando o PSDB, depois de perder as previas para o colega governador de São Paulo, João Dória, para disputara presidência, e estaria se filiando ao PSD e Kassab e Petecão. “Vamos ter palanque sim”, afirma o senador acreano, cuja candidatura ao Governo também ocupa os últimos lugares em todas as pesquisas de opinião pública.