Por falta de médicos, corpo de jovem leva mais de 11h para ser liberado de necrotério em hospital do Acre

Publicado em 20/09/2018 - 14:30 | Por Redação

“Eles disseram que somente o médico que assistiu Fabiana falecer poderia assinar o atestado de óbito dela”, declarou tia

Familiares de Fabiana Oliveira de Souza, de 27 anos, que morreu vítima de tuberculose na última terça-feira (18), no Hospital das Clínicas de Rio Branco, procuraram a reportagem do portal ContilNet, para denunciar que o corpo da jovem só foi liberado para o velório nesta quarta-feira (19), após 11 horas de espera, porque simplesmente na unidade de saúde não havia médicos para atestar a causa do falecimento.

Segundo relatou a tia de Fabiana, Lúcia Torres, a sobrinha era usuária de drogas e teria dado entrada no Pronto Socorro da Capital no dia 17, e foi logo transferida para o Hospital das Clínicas, onde não resistiu ao tratamento. No entanto, Lúcia reclama que nem o serviço de assistência social do hospital teve o reconhecimento da dor dos parentes para agilizar a liberação do corpo de Fabiana para o velório.

Fabiana antes e depois das drogas, quando já estava internada/Fotos: cedidas

“Eles disseram que somente o médico que assistiu Fabiana falecer poderia assinar o atestado de óbito dela. Depois disseram que qualquer outro médico poderia assinar o documento, mas os profissionais que estavam lá se negaram a reconhecer a causa da morte. Só então foram buscar o médico na casa dele que já estava de folga para voltar no hospital e assinar a papelada. E se esse médico viaja? Minha sobrinha iria ficar lá apodrecendo”, lamenta Lucia Torres.

CAMINHO SEM VOLTA

Em meio à dor da perda da sobrinha, Lucia Torres diz que a morte de Fabiana pode servir de exemplo a outros jovens, tendo em vista que, segundo a tia, ela era uma menina linda e saudável antes de conhecer o mundo das drogas, mas depois que começou a usar entorpecentes, literalmente se transformou (na aparência e também na personalidade), chegando inclusive a abandonar a família para viver nas ruas sozinha.

“Minha sobrinha era uma menina meiga e linda. Tão jovem, mas se envolveu com essa ilusão das drogas. Ela adoeceu por causa do vício. Desejo que a morte dela sirva ao menos de espelho para que outros jovens como ela era jamais caiam nessa armadilha. As drogas são ilusão, um caminho sem volta”, lamenta a tia de Fabiana.

RESPOSTA

A nossa reportagem tentou contato com a direção do Hospital das Clínicas para comentar sobre o assunto, mas até o fechamento dessa edição, nós não conseguimos respostas.

fonte:Contilnet

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