Cruzeiro do Sul, Acre, 25 de setembro de 2026 17:08

Plano de Mailza lidera menções à infância entre candidaturas do Acre analisadas pelo UNICEF

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Com 48 referências a crianças e adolescentes, documento da governadora é o segundo com mais menções entre 16 planos examinados na Amazônia Legal

O plano de governo de Mailza é o que mais menciona crianças e adolescentes entre as candidaturas do Acre analisadas pelo UNICEF. São 48 referências ao tema no documento da governadora, ante 21 no plano de Alan Rick. No conjunto dos 16 planos examinados em oito estados da Amazônia Legal, Mailza ocupa a segunda posição em número de menções.

Divulgado nesta terça-feira (22), o levantamento mostra que a saúde concentra 17 referências à infância e à adolescência no plano de Mailza. A proteção social aparece com 11, seguida da educação, com dez, e da violência e segurança pública, com seis. Há ainda menções nas áreas de esporte, cultura e outros direitos.

O estudo analisou os planos das duas candidaturas mais bem posicionadas nas pesquisas no Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Apenas o documento de Omar Aziz, no Amazonas, registrou mais referências a crianças e adolescentes que o de Mailza.

As informações sobre as propostas de Mailza aparecem distribuídas por diferentes áreas do plano, um ponto relevante diante do alerta do UNICEF para a necessidade de integrar saúde, educação, assistência social e segurança na proteção de meninas e meninos. A entidade aponta que a Amazônia Legal tem taxa de violência sexual contra crianças e adolescentes 23,3% maior que a registrada no restante do país.

“O estudo do UNICEF reforça a importância de olhar para nossas crianças e adolescentes em todas as áreas do governo. É assim que construímos nosso plano: com atenção à saúde, à educação, à proteção social e à segurança. Meu compromisso é fazer essas propostas avançarem, com prevenção da violência, atendimento às famílias e acompanhamento dos resultados”, afirma a candidata.

O UNICEF cobra das candidaturas analisadas a implementação de medidas mais específicas para prevenir a violência, além de metas, indicadores públicos e recursos identificados no orçamento para as políticas voltadas à infância e à adolescência.