Cruzeiro do Sul, Acre, 15 de julho de 2026 15:58

Palhaço Alegria denuncia agressão durante abordagem da PM e afirma que buscará Justiça

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O trabalhador Júlio César de Oliveira, conhecido popularmente como Palhaço Alegria, divulgou um vídeo nas redes sociais na manhã desta quarta-feira (15) denunciando que teria sido agredido por policiais militares durante uma abordagem ocorrida na noite de terça-feira (14), em Rio Branco.

Nas imagens, Júlio aparece com o olho avermelhado e afirma ter sido atingido com spray de pimenta, além de receber socos, tapas e golpes de cassetete durante a ação policial.

Segundo ele, tudo aconteceu enquanto estava reunido com amigos em frente à própria residência, onde faziam um churrasco, consumiam bebidas alcoólicas e ouviam música.

“Quer dizer que uma pessoa de bem não pode mais se reunir com os amigos? A gente estava apenas comendo uma carne assada, tomando uma cerveja e ouvindo música. Agora não pode mais fazer isso que já vira criminoso?”, questionou.

Júlio também relatou que um homem identificado apenas como Thiago foi detido durante a ocorrência e, posteriormente, liberado. De acordo com ele, a prisão teria sido injustificada.

“Ele não fez nada. Apenas disse que estava no horário dele. Mesmo assim chegaram quatro viaturas e o levaram preso. Depois soltaram porque não encontraram nada de errado. Revistaram e acharam apenas um celular e dinheiro no bolso”, afirmou.

O trabalhador criticou a quantidade de policiais mobilizados para atender a ocorrência e comparou a ação a uma operação de combate ao crime organizado.

“Eu me senti como um bandido. Parecia que estavam enfrentando terroristas. Aqui só tinha trabalhador. Todo mundo ali trabalha e paga seus impostos”, disse.

Durante o relato, Júlio também afirmou que um dos policiais teria deixado a arma cair diversas vezes durante a abordagem, demonstrando, segundo ele, despreparo.

Outra acusação feita por ele é a de que uma mulher que registrava a ocorrência com o celular teve o aparelho derrubado e danificado pelos policiais.

“Ela estava apenas filmando. Todo mundo sabe que a população pode registrar uma abordagem policial. Mesmo assim quebraram o celular dela”, declarou.

Emocionado, Júlio afirmou que nunca respondeu a processos criminais e que sempre trabalhou honestamente para sustentar a família, vendendo pipoca e algodão-doce nos fins de semana.

“Eu nunca tive passagem pela delegacia. Trabalho a semana toda e, no fim de semana, vendo pipoca e algodão-doce. Não posso mais tomar uma cerveja na frente da minha casa sem ser tratado como criminoso?”, questionou.

Ao final do vídeo, ele disse que pretende levar o caso ao Poder Judiciário e responsabilizar os envolvidos.

“Isso não vai ficar assim. Levei paulada e socos no rosto sem ter feito nada. Nem meu pai nunca bateu na minha cara. Quero ver essa autoridade na audiência. Com uma arma na mão é fácil agir contra trabalhador. Eu vou buscar Justiça e não vou deixar isso passar”, concluiu.

A reportagem procurará a Polícia Militar do Acre para obter um posicionamento oficial sobre as denúncias apresentadas por Júlio César. O espaço permanece aberto para manifestação da corporação.