O resultado das urnas no último domingo (4) foi um verdadeiro balde de água fria em líderes religiosos e candidatos ligados às igrejas no Acre. Aspirantes a uma cadeira na Assembleia Legislativa (Aleac), na Câmara Federal e no Senado descobriram que ter fiéis na bancada do templo não garante, necessariamente, votos nas urnas.

O pleito deste ano teve pastores, padre e políticos declarados evangélicos. Contudo, mesmo escorados em grandes estruturas eclesiásticas e no rebanho de fiéis espalhados pelas mais diversas denominações, a pregação política fracassou: eles simplesmente não conseguiram convencer o eleitorado de que eram os representantes ideais da classe no poder.

A derrota ganha contornos ainda mais amargos ao olhar para o peso de gigantes locais, como a Assembleia de Deus — com milhares de membros por todo o Estado — e a influente Igreja Batista do Bosque, que conta com mais de 5 mil fiéis e tem no comando o veterano pastor Agostinho Gonçalves, figura carimbada na política acreana.

Na disputa pela Aleac:

Zé Lopes (Republicanos): 8.103 votos. O vereador é ligado ao grupo do pastor Agostinho, da IBB.

Pastor Pedro Abreu (MDB): 4.410 votos. O pastor é presidente da Ceimadac, convenção das Assembleias de Deus no Acre.

Sargento Cadmiel Bomfim (PL) 3.170 votos