Jovem diz que teve casa invadida pela polícia: “Morar na periferia é ter a arma do bandido de um lado e a do policial do outro”

Publicado em 20/09/2018 - 14:22 | Por Redação

Polícia diz que ação fez parte de uma operação e que tinha mandado para o endereço do denunciante

O jornalista Paulo Santiago denunciou em seu Facebook que na tarde desta quarta-feira (19) policiais civis entraram em sua residência quando ele estava no trabalho e reviraram seus pertences. Santiago é morador do bairro Casanova, região do São Francisco, periferia de Rio Branco.

“Os vizinhos me disseram que eles entraram nas casas colocando a arma na cabeça de todo mundo e eu não estava em casa”, explicou Paulo. Na publicação, Santiago afirma que “morar na periferia é ter a arma de um bandido de um lado e a do policial do outro e você no meio, porque não interessa os seus anos de estudos, não interessa qual a sua formação e quantas especializações fez”.

“Eu me senti primeiro perplexo e constrangido. Cheguei em casa por volta das 17h30 e eu só consegui arrumar a casa por volta da meia noite, porque eu não conseguia nem arrumar a casa”,  declarou.

/Foto: arquivo pessoal

O jornalista afirmou que vai procurar a Corregedoria da Polícia Civil. “Quando a gente denúncia, a gente evita que isso aconteça com outras pessoas. As medidas de segurança de extrema repressão que tem sido adotadas no estado nem sempre tem acontecido com quem cometo atos ilícitos, pode acontecer com qualquer um, como aconteceu comigo”, finaliza.

De acordo com a Polícia Civil, o que aconteceu no bairro São Francisco, na tarde da quarta-feira e na manhã da quinta-feira (20), foi a Operação Bernardone. A ação é de combate aos crimes relacionados ao tráfico de drogas e organização criminosa da região.

O delegado Pedro Resende conversou com a equipe do portal ContilNet e informou que possui um mandado de busca e apreensão na residência, expedido pela juíza Maria Rosinete dos Reis Silva, da Vara de Delitos de Drogas e Acidentes de Trânsito. E que na ausência do proprietário da casa a juíza autorizou que um popular fosse levado para acompanhar o cumprimento do mandado. O delegado informou ainda que todos os procedimentos tomados foram dentro da legalidade.

fonte:Contilnet

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