Cruzeiro do Sul, Acre, 27 de maio de 2026 13:37

“Estamos dando reajuste acima da inflação”, diz Alysson após Justiça mandar encerrar greve da Educação em Rio Branco

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O Tribunal de Justiça do Acre determinou nesta terça-feira, 26, o fim imediato da greve dos servidores da Educação municipal de Rio Branco. Em meio ao impasse, o prefeito Alysson Bestene afirmou que a gestão mantém diálogo aberto com os sindicatos e destacou que o município já apresentou uma proposta considerada acima da inflação.

A liminar foi concedida pelo desembargador Nonato Maia, que determinou o retorno imediato de professores e demais servidores da rede municipal no prazo máximo de 24 horas. A decisão atende pedido da Prefeitura de Rio Branco, que ingressou com ação alegando ilegalidade e abusividade do movimento grevista.

Além da suspensão da paralisação, a Justiça estabeleceu multa diária de R$ 50 mil para cada sindicato envolvido em caso de descumprimento da ordem judicial, limitada inicialmente ao teto de R$ 500 mil.

Alysson defendeu a proposta apresentada pela gestão municipal e afirmou que o reajuste oferecido supera os índices inflacionários registrados no país.

“O diálogo continua aberto e a mesa de negociação segue instalada. Hoje, dentro da realidade financeira do município, estamos oferecendo 5%, acima da inflação, que está em 4,14%. Muitos estados e capitais estão concedendo reajustes menores. Nosso compromisso é continuar valorizando os servidores à medida que houver condições orçamentárias”, declarou o prefeito.

O chefe do Executivo municipal também destacou que a prefeitura continua investindo na ampliação do quadro funcional. Segundo ele, 12 novos servidores tomaram posse nesta terça-feira para reforçar os serviços públicos da capital.

A greve teve início na última quarta-feira, 20, após mobilização organizada por profissionais da educação em frente à sede da prefeitura. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), mais de 56 escolas da rede municipal registraram paralisação parcial ou total das atividades.

A categoria reivindica reajuste salarial e afirma que os profissionais acumulam perdas salariais superiores a 26% nos últimos anos.