Coluna Política Pimenta no Reino 30-10-2018

Publicado em 30/10/2018 - 15:22 | Por Redação

O PT se alimenta de pobreza e analfabetismo, mostra o mapa dos votos nas eleições presidenciais

Haddad, Dilma e Lula venceram em cidades onde grande parte da população vive de Bolsa Família

Mapa da vergonha

O mapa da votação nacional no segundo turno das eleições para a Presidência da República mostra que o PT se alimenta da pobreza e do analfabetismo – que juntas anabolizam há anos a força política da sigla.

Quando o IDH é alto…

Entre os mil municípios com os maiores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do País, Jair Bolsonaro (PSL) venceu em 967, enquanto Fernando Haddad (PT) conquistou a maioria dos votos em 33.

Já do contrário…  

As cidades mais pobres, com menor IDH e índices mais altos de beneficiários do programa Bolsa Família, tendem, por sua vez, a votar nos candidatos do PT.

Basta pesquisar

Vamos aos exemplos: São Caetano do Sul (SP), cidade com maior IDH do País, deu a Bolsonaro 75,1% dos votos. Já no pequeno município de Melgaço, no Pará, com menos de 10 mil habitantes e o menor IDH do Brasil, a vitória foi de Haddad, por 75,6% dos votos válidos.

Barrigas e mentes vazias

Mas Melgaço está longe de ter dado a um presidenciável petista a maior votação proporcional da história do partido. Esse mérito pertence à cidade de Belaguá, no interior do Maranhão. Nas eleições de 2014, entre Dilma Rousseff e o tucano Aécio Neves, a primeira obteve por lá nada menos que 94% dos votos. Ah, e detalhe: 65% da população sobrevivia, na época, de Bolsa Família.

Só deu PT

Como bem sabe o leitor, Haddad venceu em todos os estados do Nordeste, região que concentra os maiores índices de miséria e analfabetismo do Brasil. Nada contra os nordestinos – a crítica aqui é dirigida às precárias condições de vida de milhões de brasileiros vitimados pelas graves diferenças sociais em um país de dimensões continentais.

Questão de lógica

Ora, se as esquerdas se alimentam da pobreza, eis uma das razões para manter o povo na miséria, conforme ocorreu na antiga União Soviética, no Camboja e, atualmente, ocorre na Venezuela. Outra razão, bem mais significativa, é que o modelo econômico adotado pelos comunas sempre esteve fadado ao fracasso.

Resposta rápida

Mas e a China?, perguntará o leitor arguto. A resposta é simples: o comunismo chinês adotou como modelo a economia de mercado, o que fez do país a segunda maior potência do planeta. Antes, porém, milhões de chineses morreram de fome com as reformas do ditador Mao Tsé-Tung, cujo ministro da Agricultura passou a recomendar que o povo comesse insetos. Ou alguém aí acredita na balela de que esse menupeculiar é parte da tradição milenar da China?

Acre, uma exceção

De volta ao mapa dos votos deste último domingo (28), o Norte do Brasil deixou de ser, como o Nordeste, reduto do petismo. E o Acre, que sempre foi exceção nessa regra, deu a Bolsonaro 77,22% dos votos válidos, com destaque para a Capital – há quase 12 anos governada pelos companheiros – onde 82,81% dos eleitores foram às urnas digitar 17 antes de confirmar.

Lição

A mudança se deu mesmo no Amazonas e em Roraima. Desconheço as razões que levaram à guinada do eleitorado amazonense, mas suspeito que em Roraima os eleitores tenham aprendido o que é o esquerdismo depois que os vizinhos venezuelanos cruzaram a fronteira para fugir dos tacões de Nicolas Maduro e transformaram algumas cidades do estado num verdadeiro caos.

Maus perdedores

Acostumados a vencer eleições, os companheiros dão mostras de que são péssimos perdedores. A começar pela recusa de Fernando Haddad em telefonar a Jair Bolsonaro para dar-lhe os parabéns pela vitória – uma atitude protocolar entre os políticos que concorrem à Presidência da República.

Café pequeno

Haddad justificou a sua falta de republicanismo alegando que fora xingado de ‘canalha’ e ameaçado de prisão pelo oponente. Convenhamos, porém: perto do que os companheiros ainda dizem de Bolsonaro, isso é ‘café pequeno’

Mundo civilizado

Em compensação, as felicitações vieram de países civilizados, entre os quais o mais poderoso entre todos eles – os Estados Unidos, cujo presidente Donald Trump acenou com o desejo de estreitar as relações comerciais e diplomáticas com o Brasil.

Três continentes

Os presidentes Emmanuel Macron, da França, Mauricio Macri, da Argentina, e Vladmir Putin, da Rússia, também felicitaram Bolsonaro pela vitória. Bem como também o fizeram Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, e Matteo Salvani, vice-primeiro-ministro da Itália.

Reaprendizado

Em seu site oficial, o Partido dos Trabalhadores promete endurecer suas posições políticas contra o presidente eleito Jair Bolsonaro. Mas vai levar um tempo. Afinal, os companheiros terão de reaprender como se faz oposição.

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