Cruzeiro do Sul, Acre, 29 de agosto de 2026 00:14

Candidatura de Alan Rick derrete como gelo ao sol do meio dia desses tempos de El Niño

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Como  o cantor Cazuza, quando tentou alertar para os riscos da Aids nos anos 80, sua musculatura eleitoral emagrece em praça pública, dia após dia

A pesquisa de opinião pública com vistas às eleições de 2026, da Quaest/TV Globo, e divulgada na quinta-feira (27/9), nos telejornais da Rede Amazônica de Televisão, coloca o candidato do Republicano, senador Alan Rick, com 33%, a governadora e candidata à reeleição Mailza Assis com 24% e o ex-prefeito de Rio Branco Tião Bocalom, com 15%. Na sequência aparecem o pré-candidato pelo PSB, Thor Dantas, com 2%, e Dr. Luisinho, com 1%. O candidato do PCB, Eudo Rafael, não pontuou.

O dado novo deste levantamento é que, segundo a pesquisa, 17% dos entrevistados ainda estão indecisos, enquanto 8% afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo.

Quando digo que não há nada de novo nesta pesquisa é porque isso já é sentido nas ruas: a candidatura de Alan Rick, que já chegou a ter 50% das intenções de votos, como uma pedra de gelo ao sol do meio dia desses tempos de El Niño que estamos vivendo, está derretendo. Numa comparação mais esdruxula, a candidatura do senador ao governo está igual ao cantor e compositor Cazuza, nos anos 80, quando tentou chamar a atenção para seu drama particular da Aids: emagrece em praça pública, a cada dia.

O revés eleitoral que a candidatura do senador vai sofrer nas unas já é sentido até por seus assessores mais próximos. Um deles, numa roda de amigos, elencou as razões disso: a boçalidade do senador, que se acha a última bolacha do pacote e que sabe tudo de comunicação, marketing e da política e por isso não ouve ninguém, além do erro de prescindir da liderança feminina de Fernanda Hassem para sua vice e em seu lugar colocou um vice, Rico Leite, que além do nome indigesto, que não esconde de ninguém ser rico de fato mas é miserável feito o Tio Patinhas dos gibis, é um sujeito antipático e mal visto até por seus companheiros de clube dos e3ndinheiados. Além disso, o erro de ter desprezado o MDB e a candidatura a vice de Jéssica Sales, e os estragos a sua imagem a cada vez que é exibido àquele vídeo do senador aos berros com um pobre atendente de aeroporto porque o rapaz, sabe-se lá os motivos, não o atendeu à altura dos seus caprichos de homem mimado. Enfim, cometendo um erro atrás do outro, nem é preciso que sua principal oponente, Mailza Assis, faça grandes movimentos para tirá-lo do páreo e da disputa.

Os números da pesquisa mostraram que a governadora, cujo nome começou com apenas 3% das intenções de votos, está distante de Alan Rick apenas em 9%. Isso faltando um mês de campanha e sem ainda a propaganda eleitoral gratuita do rádio e TV do horário eleitoral, quando ela vai ter mais tempo para expor seus projetos de Governo e de fato se tornar mais conhecida do eleitorado.

Tal e qual Branquinho, Alan e seus assessores já andaram até convidando pessoas para compor uma equipe de governo etá nomes chegaram a anunciar. S[o que, nos anos 90, enquanto Bramquinho fazia isso, Edmundo Pinto e um certo Jorge Viana, então um ilustre desconhecido da política, cresciam ao ponto de, numa disputa de cinco candidatos, o então candidato dos endinheirados e dos boçais, ter chegado em quarto lugar. O resultado daquela eleição, todo mundo já sabe: a humildade de Edmundo Pinto venceu a arrogância do então deputado Branquinho.  O mesmo filme eu vi em 2024, na disputa de Tião Bocalom e Marcus Alexandre para a Prefeitura de Rio Branco, com o candidato do MDB à frente em todas as pesquisas e Bocalom, feito um doido, correndo por fora. Aberta as urnas, Marcus Alexandre estava derrotado e Bocalom, vitorioso no primeiro turno, mostrava que de doido ele não tem nada.

Então, em qualquer análise honesta, é possível afirmar que a candidatura de Alan Rick, de agora em diante, só tem a derreter mais ainda. e a de Mailza Assis tende a se manter assim, com crescimento paulatino e permanente, ee assim vencerá a eleição já no primeiro turno. É certo que as mesmas pesquisas situam o senador como vencedor no segundo turno, contra a mesma Mailza. No momento, fosse este redator assessor de Alan Rick, me esforçaria para ajudá-lo a se manter ao menos na disputa com vistas ao segundo turno, porque, pelas poções atuais, Tião Bocalom, se houver o segundo turno, chega a sua frente.

Ou seja, derretendo em praça pública, Alan Rick começa o horário eleitoral como o sujeito daquela canção do Ney Matogrosso: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Depois não venham me dizer que não avisei.