Levantamento do ContilNet com dados do Inpe mostra que Estado passou de 59 para 46 registros

O Acre registrou uma redução de aproximadamente 22% nos focos de incêndio na primeira quinzena de agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado. Entre os dias 1º e 15 de agosto de 2026, foram identificados 46 focos, contra 59 registrados entre 1º e 15 de agosto de 2025.
Os números são do BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e foram analisados pelo ContilNet neste sábado (22).
A redução representa 13 focos a menos em relação ao ano passado. Apesar da queda no número geral, a distribuição das ocorrências mudou entre os municípios.
Em 2026, Cruzeiro do Sul aparece na liderança, com 10 focos registrados no período. Rio Branco vem na sequência, com sete, enquanto Brasileia contabilizou seis.
Sena Madureira teve cinco focos, seguida por Marechal Thaumaturgo, com quatro. Feijó registrou três ocorrências. Porto Walter e Tarauacá tiveram dois focos cada.
Também houve registros isolados em Manoel Urbano, Rodrigues Alves, Senador Guiomard e Xapuri, com um foco em cada município.
Como foi em 2025
Na primeira quinzena de agosto do ano passado, Rio Branco concentrava o maior número de ocorrências, com 11 focos.
Feijó e Tarauacá apareciam logo depois, com oito focos cada, enquanto Cruzeiro do Sul registrava sete.
Acrelândia e Brasileia tiveram cinco focos cada. Manoel Urbano e Sena Madureira contabilizaram três ocorrências cada.
Assis Brasil e Epitaciolândia tiveram dois focos, enquanto Capixaba, Marechal Thaumaturgo, Porto Acre, Santa Rosa do Purus e Senador Guiomard registraram um foco cada.
A comparação mostra que, além da redução no total, houve uma mudança na concentração territorial dos incêndios. Cruzeiro do Sul, que tinha sete ocorrências no ano passado, passou a liderar o ranking em 2026, com dez.
Já Feijó, que havia registrado oito focos na primeira quinzena de agosto de 2025, caiu para três neste ano. Tarauacá também apresentou redução, passando de oito para dois registros.
Os dados consideram os focos detectados pelos sistemas de monitoramento utilizados pelo Inpe e não equivalem necessariamente ao número de incêndios efetivamente ocorridos, já que uma mesma ocorrência pode gerar diferentes detecções por satélite.
