Cruzeiro do Sul, Acre, 11 de março de 2026 13:12

Carta aberta ao diretório nacional do União Brasil

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Prezados dirigentes, 

Fundado há 16 anos no Acre, o PSL era um partido meramente cartorial, uma legenda de aluguel da esquerda. Apenas quando disputou o governo estadual, em 2018, passou a ter vida orgânica, militância e ficou apto para participar de eleições em praticamente todos os municípios. Era uma das poucas legendas que não fazia da política partidária um balcão de negócios.

À frente de tudo isso esteve o Pedro Valério, esse velho conhecido de vocês. Com a fusão com o DEM, ele passou a ser descartado de todas as decisões e composições partidárias. 

Enquanto dirigente, Valério montou uma chapa capaz de eleger dois deputados federais nessas eleições de 2022, inclusive, bem melhor do que a que foi aprovada em convenção. Vocês estão pervertendo a legenda e alijando quem dedicou quatro anos de sua vida à construção do partido.

Acreano, abnegado pelo desenvolvimento do nosso estado, Pedro está sendo perseguido ao ponto praticamente não aparecer na propaganda eleitoral e ter uma das menores cotas do Fundo Eleitoral. Justamente ele que foi decisivo quanto a indicação do segundo voto para o então candidato ao Senado, Márcio Bittar. 

Este, obcecado pela ideia de eleger a sua mulher, fez um acordo com o clã Rueda para eleger um de seus membros, que nunca morou no Acre. O aventureiro tem dois irmãos na direção nacional do União Brasil (UB), Antônio e Maria Emília de Rueda (vice-Presidente e tesoureira, respectivamente). 

Antônio de Rueda entregou o partido de porteira fechada para Márcio Bittar com repasses generosos para abastecer a campanha da ex-mulher e candidata ao Senado pelo PL Márcia Bittar, e este em contrapartida elegeria o ilustre desconhecido Fábio de Rueda deputado federal pelo Acre, uma afronta total a inteligência dos acreanos. A campanha de Rueda é sem dúvida o maior derramamento de dinheiro que o Acre já viu e isso precisa ser investigado e desbaratado pelo Ministério Público Eleitoral, bem como a Polícia Federal. 

Destruíram todo o nosso trabalho e prostituíram a nossa legenda. Por causa da ingratidão, falta de honradez e indiferença, estou denunciando toda essa patranha. Como diz o Hino Acreano, “mas se audaz estrangeiro, algum dia nossos brios de novo ofender, lutaremos com a mesma energia, sem recuar, sem cair, sem temer.

Jorge Natal é jornalista, filiado e militante do União Brasil