
A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) não terá nenhuma deputada a partir de 2027. Os 24 parlamentares estaduais eleitos pelos acreanos em 2026 são homens, o que torna o Acre a única unidade da federação sem representação feminina no Legislativo estadual. O dado consta em levantamento divulgado pelo portal Metrópoles nesta segunda-feira (5), que reúne a composição das 26 Assembleias Legislativas e da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Em todas as outras 26 casas legislativas do país, ao menos duas mulheres conquistaram vaga. No total, as assembleias estaduais e a Câmara Legislativa do DF terão 1.059 cadeiras, das quais 841 ficarão com homens e 218 com mulheres. A presença feminina equivale a 20,6% das vagas, o que representa cerca de uma mulher para cada cinco parlamentares.
Depois do Acre, os piores índices de participação feminina estão no Amazonas, em Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul. Nos três estados, as mulheres ocupam duas das 24 cadeiras, o equivalente a 8,3%.
Na outra ponta, o Ceará registra o maior percentual do levantamento. O estado elegeu 14 deputadas entre os 46 parlamentares da assembleia, o que corresponde a 30,4% das vagas. São Paulo aparece logo atrás, com 28 mulheres em uma assembleia de 94 integrantes, ou 29,8%. O estado paulista também tem o maior número absoluto de deputadas do país.
Rio Grande do Norte e Roraima elegeram sete mulheres cada, em assembleias com 24 cadeiras, o que garante 29,2% de participação feminina. No Rio Grande do Sul, as 16 deputadas eleitas representam 29,1% dos 55 parlamentares. O Maranhão terá 12 mulheres em 42 vagas, o equivalente a 28,6%.
Em números absolutos, Minas Gerais ocupa a segunda posição, com 20 deputadas projetadas. Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul vêm em seguida, com 16 eleitas cada, e a Bahia terá dez mulheres na composição projetada.
A Câmara Legislativa do Distrito Federal terá cinco deputadas distritais, o que representa 20,8% das cadeiras, índice próximo à média nacional. As outras 19 vagas, ou 79,2%, ficarão com homens.
O levantamento mostra que as mulheres seguem em minoria mesmo nos estados com maior representação feminina. Nenhuma das assembleias estaduais e nem a Câmara Legislativa do DF terá metade das cadeiras ocupadas por mulheres na próxima legislatura.