Cruzeiro do Sul, Acre, 15 de setembro de 2026 11:08

Principal produtor de café é expulso de grupo e família denuncia uso da Coopercafé em favor de Alan Rick

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Caboco teria sido chamado de “traidor” e retirado do espaço dos cooperados após declarar apoio a Mailza

Um dos principais e mais conhecidos produtores de café de Mâncio Lima, conhecido como Caboco, foi retirado do grupo de WhatsApp da Coopercafé após declarar apoio à candidatura de Mailza e Jéssica Sales. A denúncia foi feita pela filha dele, Ketila, que acusa a direção de instrumentalizar a cooperativa para favorecer Alan Rick e constranger produtores que não seguem a orientação política de seus dirigentes.

Segundo Ketila, o pai enviou um áudio em um grupo ligado ao deputado federal Zezinho Barbary, sem mencionar a Coopercafé ou seu presidente. Mesmo assim, a gravação teria sido capturada e compartilhada pelo presidente da cooperativa no grupo oficial dos cooperados. Depois da exposição, Caboco teria recebido críticas, sido chamado de “traidor” e removido do espaço.

“Meu pai enviou um áudio em um grupo de WhatsApp do Zezinho Barbary. Em nenhum momento o áudio citava sequer Jonas, a cooperativa ou algo do tipo, mas o senhor presidente achou de boa índole encaminhar no grupo dos cooperados, para assim meu pai receber comentários como traidor e outros”, denunciou.

A filha afirma que o episódio revela o uso político de uma estrutura criada para defender os pequenos produtores. “A cooperativa foi criada justamente para atender os pequenos produtores, não para vias políticas. No entanto, está sendo totalmente ao contrário”, criticou.

De acordo com o relato, até uma fotografia publicada por Caboco em seu status pessoal teria sido capturada por um assessor e levada ao grupo da cooperativa. Para a família, as atitudes tiveram o objetivo de expor e pressionar o produtor por sua escolha eleitoral.

“Na minha opinião, as pessoas são livres e votam e apoiam quem quiserem, e ninguém tem o direito de diminuir o outro por isso”, afirmou Ketila. Diante da retirada do pai, ela questionou: “Isso é uma cooperativa ou uma ditadura?”.

A denúncia coloca sob questionamento a atuação da direção da Coopercafé, entidade que reúne cerca de 220 famílias e deveria trabalhar pela organização da produção e pela defesa dos interesses dos cafeicultores. Para a família, transformar esse espaço em instrumento de apoio a Alan Rick representa desvio da finalidade coletiva e tentativa de impor uma preferência eleitoral aos cooperados.

O espaço permanece aberto para que a direção da Coopercafé e os demais citados apresentem suas versões.