Cruzeiro do Sul, Acre, 3 de agosto de 2026 17:03

Mailza Assis decreta situação de emergência em todo Acre por conta da estiagem severa e a ‘ameaça’ do fenômeno El Niño

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Por conta estiagem intensa neste período do ano, a governadora do Acre Mailza Assis decretou situação de emergência. O decreto foi publicado hoje (3) no Diário Oficial do Estado (DOE).

De acordo com Mailza Assis, as ações abrangem, ainda, os eventos adversos associados ao mesmo cenário climatológico, notadamente a estiagem, a baixa umidade relativa do ar e os incêndios florestais.

Ainda, segundo o decreto, cabe à Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDC), no enfrentamento da emergência, articular-se com autoridades federais, estaduais e municipais; planejar e coordenar atividades e ações de socorro às comunidades isoladas; prestar assistência e apoio logístico aos Municípios afetados; coordenar o monitoramento dos indicadores hidrológicos, meteorológicos e de focos de calor, em articulação com os órgãos integrantes do Sistema Integrado de Meio Ambiente e Mudança do Clima – SIMAMC, e produzir boletins periódicos de situação ao Gabinete de Crise.

Além, cabe à Defesa Civil, o apoio técnico aos Municípios na elaboração, na revisão e na ativação dos respectivos planos de contingência, bem como nos procedimentos de re¬conhecimento federal da situação de anormalidade.

O decreto tem prazo de 180 dias. Mailza Assis levou em consideração o aspecto que os meses de agosto e setembro são historicamente caracterizados por baixos índices de precipitação, temperaturas elevadas, reduzidos percentuais de umidade relativa do ar e ocorrência de ventos fortes em todo o Estado, condições que intensificam os efeitos da estiagem e contribuem para a diminuição da disponibilidade hídrica, inclusive com a redução ou o esgotamento da água em poços tubulares e igarapés, tornando necessário o abastecimento emergencial de diversas comunidades por meio de carros-pipa.

Ela também ponderou que este ano a possível intensificação do fenômeno El Niño nos meses de outubro e novembro poderá prolongar o período de estiagem e acentuar a redução dos índices pluviométricos no Estado, ocasionando significativa redução dos níveis dos rios acreanos e ampliando os impactos decorrentes de uma seca severa, especialmente sobre o abastecimento hídrico, a navegação, a agricultura, a pecuária, a segurança alimentar e a saúde da população nos municípios situados nas respectivas bacias hidrográficas, bem como elevando o risco de queimadas e incêndios florestais.